3º Lugar: Lars Ulrich

Por quê 3º lugar?

Apesar de ser costumeiramente achincalhado pela crítica (leia-se bateristas e entendedores de plantão) Lars fez muito pelo cenário do Metal mundial; seja apenas compondo boa parte das músicas ao lado de James Hetfield (vocal-guitarra), seja no seu modo de administrar a carreira da banda. Lembrando que não é difícil encontrar livros e documentários onde você descobre que James Hetfield provavelmente estaria morto ou preso se não fosse a insistência de Lars em formarem uma banda juntos. Mas o 3º lugar para Lars nesta lista tem haver apenas com o poder de influência dele sobre este humilde baterista que vos escreve. 

Não conhece? Não deixe de ouvir

Abaixo você pode seguir uma lista com algumas das músicas mais interessantes do Metallica no quesito bateria, sob meu ponto de vista. Não tem nada haver com "melhor música", nem muito menos com a "mais difícil". Só tem haver com meu gosto pessoal mesmo, OK?

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Hit The Lights (Kill 'em All, 1983)

Ainda lembro da hora que coloquei esse disco pra tocar a primeira vez: resultou em um armário destruído da minha casa (sim, isso aconteceu de verdade), eu e meu amigo Peter nos empolgamos demais...

Inclusive esta é a primeira composição que se tem notícia do Metallica, nada mais justo que ela tenha aberto o primeiro disco.

Com uma veia mais punk que metal, este disco tem clássicos que são tocados até hoje nos shows do Metallica.

 
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For Whom The Bell Tolls (Ride The Lightning, 1984)

Unindo peso e melodia, com uma introdução simples e enérgica, bumbo em semínima e acentos nos surdos. 

Destaque para as viradas entre as linhas do vocal, um prato cheio pra quem está começando na bateria e curte um metal clássico.

 
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Damage, Inc (Master Of Puppets, 1986)

Difícil escolher uma música deste disco para representá-lo, pois podia ser facilmente confundido com uma coletânea de sucessos. 

Por isso, escolhi uma talvez não tão famosa, que fecha o disco com maestria. 

Destaque para o uso inteligente nos toms e surdos entre as passagens do riff principal, voltando sempre com prato e caixa, a marca registrada de Lars.

 
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One (...And Justice For All, 1987)

Disco controverso, divide opiniões, talvez por ser o primeiro do baixista Jason Newsted, após a morte do baixista original Cliff Burton. Mas o papo aqui é bateria, e ah meu amigo... nesse disco a bateria é foda! 

A começar pela levada em 6/8 do verso, que parece dar um tom de balada pra música, que logo se transforma num hino do thrash metal na parte final, adicionando sextinas nos bumbos, uma das frases mais marcantes de todos os tempos na história do double bass drumming.

 
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Sad But True (Metallica/Black Album, 1991)

Se Master Of Puppets foi um disco coletânea do Metallica, este disco então foi a síntese do metal mundial no início da década de 90! 

Difícil aqui de escolher uma música pois todas as 12 faixas tem composições muito bem estruturadas na bateria (um salve para o produtor Bob Rock que soube extrair ouro de pedra).

Nesta faixa, ponto alto para viradas marcantes desde a introdução até o último segundo da música; mas o destaque mesmo fica para o famoso ta- ta-ta-ta-ta, que gera uma tensão absurda com aquela longa pausa que o antecede. 

 
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Hero Of The Day (Load, 1996)

Uma balada com um refrão que horas parece ser tocado com dois bumbos, hora não... o que você acha? 

Deixe nos comentários no rodapé da página a sua opinião!

 
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The Memory Remains (Reload, 1998)

Este disco, que foi na verdade feito de sobra do que seria apenas o disco Load, foi muito criticado assim como seu antecessor por ser "pop demais". Eu pessoalmente gosto muito de ambos os discos, no que tange o peso mais arrastado, ótimo som de guitarras, bateria e vocais como jamais vistos nos discos do Metallica (preste atenção nos background vocals!).

Mas nesta faixa tremendamente pop da banda, me chama a atenção as viradas deslocadas, que na época foram uma lição importante pra mim.

 
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St. Anger (St. Anger, 2003)

Sem dúvidas o disco mais odiado da história da banda (porém necessário, dentro do contexto em que viviam na época - vide documentário Some Kind Of Monster antes de tirar conclusões).

Boa parte desse ódio está calcado no som de bateria do disco; nem vou comentar, apenas escute.

Relevando isso, observe que interessante a construção do groove do verso.

 
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My Apocalipse (Death Magnetic, 2008)

Na vibe dos anos gloriosos do thrash metal, este disco também tenta repetir a fórmula do disco Master Of Puppets, onde a última música desova toda a potência e velocidade. Realmente um soco na cara e uma das melhores faixas do disco.

 

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