2º Lugar: Mike Portnoy

Por quê 2º lugar?

Lembrando que esta série trás as MINHAS principais influências, digamos que o Mike "chegou depois", por alguns segundos! No meu modo de tocar, reconheço ainda muita coisa dele, mesmo que talvez ninguém concorde! Até hoje me pego tocando idéias que lembram os truques do Mike, seja improvisando ou criando alguma coisa numa música nova; mesmo que acabe transformando em algo totalmente diferente, o que vale é que sempre virá aquela lembrança do cara na mente!

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Encontro com o ídolo

 Meet & Greet - Carioca Club, São Paulo, 13 de Fevereiro de 2014

Meet & Greet - Carioca Club, São Paulo, 13 de Fevereiro de 2014

Em 2014, tive a oportunidade de conhecê-lo durante a passagem da banda Transatlantic em São Paulo. Mas antes de eu contar como foi, me deixe fazer uma introdução. Era um dia chuvoso (depois de meses de seca) e tive a sorte de além de trazer chuva pra São Paulo, levei também pedras de gelo. Sério! Enquanto aguardava o encontro com a banda (o tal meet and greet) do lado de fora do Carioca Club, o tempo fechou e começou a chover pedra de gelo! A produção, com pena das pessoas na rua, liberou o acesso ao setor da pista para quem estava na fila, fora da marquise - tomando pedrada.

 Olha eu ali no show do Winery Dogs! 28 de Julho de 2013

Olha eu ali no show do Winery Dogs! 28 de Julho de 2013

Já havia passado mais de 40 minutos do horário marcado para abertura da casa, porém a banda ainda estava encerrando a passagem de som. Eu não vi, pois estava noutra fila (do meet and greet) mas pessoas contaram que Mike Portnoy ainda estava no palco quando as pessoas adentraram na pista. Isso o irritou tanto, que ele teria jogado um case de guitarra longe, partindo a guitarra que estava dentro no meio. Dito isso, pensa na cara de merda do Mike ao receber as pessoas no "meet and greet"... Foi um tanto frustrante conhecer um cara que considerei sempre um ídolo, como se não quisesse estar ali. Lembrando que ele estava sendo pago pra isso. 

Mas enfim, o show começou e ele mostrou porque é tão aclamado. Mesmo tendo sido tão seco conosco nos bastidores, a energia dele no palco era contagiante. E isso se aconteceu em todas as vezes que assisti ele; duas vezes em 2005 na tour do Octavarium com Dream Theater, no show do The Winery Dogs em 2013 e também no Transatlantic em 2014. O cara é um showman. Não se pode tirar isso dele.

Não deixe de ver e ouvir

Abaixo, uma lista de grandes momentos do Mike. Não listei em grau de importância, mas em ordem cronológica e pensando em tirar pelo menos um exemplo de cada disco que represente bem suas ideias tão marcantes. Aproveitando, se você ainda não viu, procure os vídeos oficiais dele na internet. Eu particularmente gosto muito do chamado "Liquid Drum Theater", que é um vídeo em duas partes, uma mostrando as produções do projeto Liquid Tension Experiment e o outro, mostrando a produção e tocando músicas do meu disco favorito do Dream Theater: Scenes From a Memory (Metropolis Part II). Era pra ser uma vídeo-aula, mas mesmo quem não toca bateria vai gostar, pois é mais pra fã da banda e das músicas, mesmo.

 

YTSEJAM (WHEN DREAM AND DAY UNITE, 1989)

Primeira música instrumental do Dream Theater, com vários compassos ímpares, licks de viradas com bumbo, e apesar disso, uma boa pedida para um "iniciante-intermediário" tentar tocar, pois é uma das músicas instrumentais mais simples da carreira da banda.

 

TAKE THE TIME (IMAGES AND WORDS, 1992)

Introdução enérgica com pedal duplo em tercinas, mas a parte marcante se dá na segunda parte do verso (com frases misturando tons e prato de condução); seguindo pelo refrão. Após o refrão, uma combinação de triplets nos tons e splashes, uma marca criativa na carreira do Mike Portnoy que iniciou nesta música.

 

6 O' CLOCK (AWAKE, 1994)

Uma das introduções mais icônicas de Mike, usando os famosos Octobans. A música ainda mostra muito mais, com fraseados de dois bumbos. Neste vídeo, somente a introdução da música, vista apenas da bateria.

 

Lines IN THE SAND (FALLING INTO INFINITY, 1997)

Uma das minhas favoritas do disco, a começar pela introdução, dinâmica, criativa; Mike desconstruindo o riff com acentos e inversões. Muitas fusas no chimbal permeiam o verso da música, misturando com splashes e octobans. 

 

THE DANCE OF ETERNITY (SCENES FROM A MEMORY, 1999)

Considerada pela própria banda uma das músicas mais desafiantes de executar ao vivo. Realmente um exercício de memória! 

 

Misunderstood (SIX DEGREES OF INNER TURBULANCE, 2002)

Com cara de balada, esta faixa cresce a medida que a bateria entra. Novamente o uso de splashes, chimbal combinados com octobans deixam claro que você está ouvindo Mike Portnoy. 

Ponto alto para o final, que foi gravado com a bateria muitos BPM's acima, para depois ser desacelerada, dando profundidade e um efeito de degradação; iniciando aos 6:39 da música.

 

 

HONOR THY FATHER (TRAIN OF THOUGHTS, 2004)

Dê play e pire com esta introdução que abusa da combinação de mãos e toques duplos de bumbo - uma das marcas do Mike.

Neste vídeo você percebe o modo de concepção das baterias; Mike grava em trechos, parte por parte, testando ideias, até memorizar e poder gravar. Por isso, você percebe inúmeros cortes ao logo do vídeo, que são os exatos trechos selecionados para o áudio final do disco. 

 

 
 

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